Arquivo mensal: janeiro 2011

Herança

Como já falei em um post antigo, quase todas as mulheres da minha família fazem trabalhos manuais. Um dia, na casa da minha avó, entre as pilhas e pilhas de revistas que ela guarda, fui procurar monogramas para bordar uma toalha de banho para a filha de uma amiga que estava grávida. Encontrei coisas do “arco da velha”! Revistas de todos os tipos de trabalhos manuais. Claro que lá não tinha coisas só da vovó, mas da tia Zélia também. Ela, como não podia deixar de ser, adora trabalhos manuais e culinária.
Entre todas essas revistas de todos os tipos de trabalhos manuais, encontrei um livro. Não era o que eu procurava naquele momento, mas ele me chamou a atençao e resolvi levá-lo para dar uma olhada com mais calma. Quando cheguei em casa, fui foleá-lo e encontrei uma interessante historia. 

Como relatado no livro, Emífia, a autora, é uma mulher nascida na Grécia, neta de tecelã e filha de costureira. Começou nos trabalhos manuais aos 4 anos de idade. Não sei como ela veio para cá, mas o fato é que hoje ela é professora de artesanato aqui no Ceará! Entre os motivos mostrados no livro e as histórias contadas para a elaboraçao de cada um deles (ela mesma desenhou-os), pensei em fazer almofadas com alguns deles. A primeira está sendo terminada ainda (confesso que virou um WIP – Work in Progress, ou, em português, trabalho em andamento). Logo começo outras e vou mostrando aqui.

Beijinhos!

Essa é a capa do livro.

 

Essa é bela apresentação do livro.
Aqui a foto do livro a partir da qual comecei o meu trabalho.
Esse é o meu trabalho.
Ainda faltam os contornos em alguns lugares…

Hoje tem só coraçao

Em casa no fim da tarde, bordando, sentada no sofá de casa, entre uma linha e outra, trocando a linha da agulha, o céu me presenteou com essa bela imagem.

Não podia deixar de registrar e mostrar aqui…

A visão de um doce e quente pôr do sol de verão em Fortaleza, Ceará, Brasil…

Beijinhos

Só falta ela chegar!

Muitas vezes a correria do dia-a-dia não nos permite perceber, nos dar conta de nossos sentimentos.

Desde que descobrimos que minha irmã está grávida de uma menina estamos preparando tudo para a chegada da Melissa. Fraldinhas, paninhos, mantas, cueiros, toalhas, colcha de cama, lençóis, carrinho, banheira, berço, roupinhas… Claro que a chegada de um bebê requer muitos preparativos! Todos nós, tios, tias, avôs e avós sempre que encontramos alguma coisa de bebê ficamos loucos pra comprar pra ela. E aí terminamos nos deixando levar por todas essas coisas objetivas e racionais, deixando de pensar no que realmente ela representa, de como nos sentimos com sua chegada, de nossas expectativas em relação à sua chegada.

Mas algumas vezes me pego pensando nisso tudo… E me dou conta que com a chegada da Melissa, Deus nos dá a chance de perceber a beleza e a preciosidade da vida e de Seu amor por nós… Que temos uma grande responsabilidade, mas que também nos dará grande felicidade…

Melissa representa a continuidade da nossa família. Trará consigo traços nossos, traços físicos e de personalidade… Ela é a concretizaçao do amor da minha irmã e do meu cunhado. Me pego penssando em como ela será e sempre me emociono… Mania boba essa a minha de chorar.

Enquanto ela não chega… mostro pra vocês a bailarina e o poema.
Já estão prontos a um tempo… agora só falta a Melissa chegar!

Beijinhos!

Gráfico da revista Cross Stitcher (Dezembro/2009)

Como tudo começou…

Em novembro do ano passado minha mãe, motivada pela reforma da casa da minha irmã, resolveu reformar a sala dela. Contratou uma arquiteta para ajudar, projetando móveis e sugerindo itens para a decoração. Projeto aprovado, após algumas modificações, e a reforma começou. Muita poeira com o trabalho com o gesso, pintura e troca do piso. Móveis no lugar e os itens da antiga decoração começaram a ser avaliados. 

Entre os artigos de decoraçao que a minha mãe já tinha, alguns saíram e outros foram mantidos. Para minha surpresa a arquiteta gostou de dois quadros que eu e minha irmã bordamos. Foi de uma revista de uma prima da mamãe. Eles devem ter pelo menos uns 15 anos… Nem lembrava direito deles, mas a arquiteta me fez olha-los de outra forma. Claro que minha mãe “deu um trato” lavando os bordados e a trocando a moldura. Achei que eles ficaram lindos de novo! E com essa história de “recuperar” esses quadros, não é que a prima da minha mãe encontrou a tal revista?! Imagine só que essa revista não trazia gráficos e sim fotos dos bordados. Ou seja, bordamos olhando para uma foto do bordado e sem chave de cores! Escolhíamos as cores mais parecidas com as da revista. Nem sempre tínhamos a mesma cor e tivemos então que mudar algumas. 😉

Fiquei orgulhosa em ver esses quadros ganharem novamente lugar de destaque na casa da minha mãe. Afinal, eles foram nossos primeiros “grandes” trabalhos e foi como tudo começou…

Beijinhos!

A revista da qual bordamos os quadros!

 

Molduras novas! 

 

Esse a minha irmã bordou. 

 

E esse fui eu!